miércoles, 9 de octubre de 2024

Haikus

 Ayer, martes 8 de octubre estuve viendo en televisión un late night donde se pusieron a recitar poemas y otras cosas.

Hovik Keuchkerian y Milena Smit en La Revuelta, 8 de octubre de 2024


  Me vino rápido a la mente un haiku que escribí yo hace décadas:

Un comercio de jamones
                                           y ataúdes
ataúdes para cerdos.

Debió de ser hacia 1987 o así, dentro de la serie Mama, niña punk!, tengo que comprobarlo. En aquella época yo apenas conocía más que los haikus de Leopoldo María Panero, como

QUEMAR A KAFKA
       (haikú)
 
Adelgazar
                  en una calle de Praga.

de Teoría (1973)


HAIKU
(Variable)

Ya soy sólo mi perfil.
Cuando la nieve cae, de mi rostro
nada se ve.

(Variante)

Ya soy sólo mi perfil.
Cuando la nieve cae de mi rostro
nada se ve.
 
3.ª variante 

Cuando la Nieve caiga
no estaré ya.

de Narciso en el acorde último de las flautas (1979)


Poemas de L.M.P. según la edición de Poesía 1970-1985 de Visor, Madrid, 1986.


Mucho después, tras el verano de 2011, busqué una edición completa de los haikus de Matsuo Bashō y me hice con Basho, The Complete Haiku, Kodansha International, Tokio, 2008. Edición bilingüe japonés-inglés de Jane Reichhold.

Elijo un haiku, casi al azar, hay más de 1.000. El número 963:

松杉をほめてや風のかをる音
matsu sugi o / homete ya kaze o / kaoru oto

pine cedar (object) / praise <> wind of / smell sound

pine and cedar
to admire the wind
smell the sound


Ayer me fui a la cama poco después de las 12 de la noche y antes de dormir en mi cabeza formé un haiku:

En el monasterio las monjas
                         se acuchillan
los ojos.

                                09-10-2024



jueves, 19 de septiembre de 2024

Agora também em português

Eu estou a estudar português e eu fiz um pequeno comentârio sobre as minhas primeiras leituras. Cá o comparto:

 

 

As minhas leituras em português: comentários e impressões: 

embora tentarei de não estragar-lhos.

[Atenção: Agora, eu sou estudante de língua portuguesa com nível credenciado A2, não mais; estou a estudar para o nível B1. Os meus interesses são: engenharia agrícola e ambiental, a natureza, literatura e cinema de terror, ficção científica, história e divulgação científica; línguas como inglês, grego antigo; músicas como garagem e rock psicadélico; tópicos meus são Alien, Star Trek, o punk ou o comunismo.]

Comecei a ler livros em português no curso passado. Comecei com Contos exemplares de Andresen. Neste curso estou a ler Contos de Eça de Queirós, e Saramago A viagem do elefante e Viagem a Portugal, e Marco Neves História de português desde o Big Bang. Compro os livros em papel porque gosto de sublinha-los com lápis e de anotar as palavras que ainda não compreendo. Quando estou a ler tenho a mão o telemóvel com a web priberam.org para consultar palavras.



Contos exemplares, Sophia de Mello Breyner Andresen,1962

Uma introdução Pórtico onde Andresen escreve de filosofia e religião.

O primeiro conto e o mais interessante e longo é O jantar do Bispo, onde um bispo vai a jantar à casa de um homem rico; o bispo quer pedir dinheiro para arranjar o teto de uma antiga igreja e o homem rico quer pedir que o bispo mude o cura da aldeia, Varzim, um cura que vivia pobremente e pregava a caridade. O homem rico crê que caridade é dar esmola mas o cura de Varzim fala outra coisa os domingos na igreja. É um conto de magia e de demónios, mais também discutem-se questões sociais e políticas do século XIX; a igreja católica é muito presente. O conto é de uma extraordinária beleza poética: depois de ler a frase O brilho da noite fazia luzir os azulejos azuis eu quero falar português. O conto lembra-me 'A floresta animada', livro de contos de Wenceslao Fernández Flórez, 1943.

Eu disse magia e não religião, porque acredito que eventos aparentemente sobrenaturais devem ser explicados por meios naturais, assim como Anne Radcliffe justifica por causas naturais os acontecimentos estranhos no romance gótico. Acho que Andresen aceita as explicações sobrenaturais. Há muito que dizer da relação dos grandes escritores portugueses e a Igreja Católica (também para Eça de Queirós).

O segundo conto A viagem desenvolve um tema típico de ficção científica: O tempo que corre em velocidades diferentes em universos diferentes. Como no filme de 2018 Parallel (Dimensão paralela) mas eu acho que esta ideia é velha, tanto como na lenda japonesa de Urashima Taro: um pescador japonês que um dia salvou uma tartaruga e no dia seguinte é levado para o fundo do mar donde o pai da tartaruga (que é o Imperador do Mar) quer vê-lo e agradecer-lhe. Taro encontrou-se com o Imperador e a sua filha (a tartaruga). Taro ficou no palácio e muitas festas foram feitas; até que o tempo passou e começou a sentir saudades da sua terra e quis voltar. Ao partir, a princesa deu-lhe uma caixa de presente que não deve de ser aberta até que ele fora muito velho. Taro chega a sua aldeia mais não conhece nada nem a ninguém, tudo foi mudado. Desesperado, na praia, ele abre a caixa e uma nuvem branca lhe devolve os anos perdidos, de repente ele envelheceu e morreu. Mais de cem anos se passaram.

O terceiro conto Retrato de Mónica é sobre uma mulher muito confiante, uma mulher perfeita. E tem muita ironia. Acho que poderia ser uma vingança para alguma mulher que Andresen conhece; Andresen diz Ela põe a sua inteligência ao serviço da estupidez. Ou, mais exatamente: a sua inteligência é feita da estupidez dos outros.

O quarto conto Praia é muito poético. Tem um ar de tempo perdido e imagens congeladas que lembra-me ao romance A invenção de Morel de Adolfo Bioy Casares, 1940. Hã uma referência à guerra e a uma batalha em outubro de 1942. Na penúltima página há uma frase Os homens: οἱ ἀνθροποι; o seguinte conto intitula-se Homero e o seguinte O homem, creio que não é uma coincidência; Andresen sabe montar um livro.

O quinto conto 'Homero' é poesia pura, prosa poética autêntica, lembra-me ao Platero e eu de Juan Ramón Jiménez, 1914. É a história de um encontro na casa da praia de Andresen menina com Búzio, um vagabundo.

O sexto conto O homem é outro conto religioso, Andresen viu um homem pobre caminhando pelo centro da cidade, onde mais pessoas há; ele caminhava muito devagar, rente ao muro, um homem muito belo, com uma criança no colo, o fato descolorido, ele comido pela fome, sozinho, cheio de sofrimento e solidão, mirando para o céu. Eu pensei em Jesucristo e na penúltima página, Andresen lembra-se de uma cita, Mateo 27:46, é Jesucristo!, sofrente e sozinho.

O sétimo conto Os Três Reis do Oriente é outro conto religioso e filosófico, é uma versão alternativa da história dos três magos do Oriente que chegam a Belem para adorar ao menino Jesus; cada uno dos reis tem a sua própria história, onde se fala de deus e dos homens, da estrela de Oriente. Ao final do conto, liga de novo o tema da doutrina social da Igreja, fecha o círculo aperto com o primeiro conto.



Contos, Eça de Queirós, 1902 (póstumo).

[Só comento os contos que eu li inteiros e que gostei deles]

Singularidades de uma Rapariga Loura é um conto quase romântico, eu pensei ao início, mas depois de ter lido eu vi o filme com o mesmo título, de Manoel de Oliveira, 2009, e eu vi o conto com outros olhos. Acho que lembra-me dos romances de Benito Pérez Galdós.

No Moinho é a história de uma mulher casada com um homem doente, os seus filhos também estão doentes; a mulher não acha felicidade na vida embora seja muito devota até que aparece um parente da cidade. Poderia ser um conto romântico, mas lembra-me do conto O castelhano velho de Mariano José de Larra e do esperpento ou grotesco de Valle-Inclán. Também poderia ser um conto galante de Guy de Maupassant, mas hã tanto grotesco que não se crê; e neste conto hã palavras que não estão no dicionário Priberam; acho que são palavras antigas, usadas de propósito para dar um ar velho. É uma história de rir muito.

Poderia ser que Eça de Queirós está a rir-se das pessoas das aldeias, ou das pessoas devotas e da Igreja Católica, ou das pessoas galantes dos contos de Guy de Maupassant, ou de todos eles juntos.

Civilização, outro conto grotesco, também de rir muito. Um homem de cidade acostumado as comodidades y aos aparatos técnicos, viaja a sua aldeia, e os seus costumes colidem com a simplicidade e honestidade dos aldeões.

O Tesouro é um conto de ação, na Idade Média, três irmãos têm a sua casa em ruína, sem pais, sem dinheiro, sem nada que comer; mas eles acham um tesouro e começa um jogo perigoso entre eles. Hã traição, violência, espadas, mortes, voltas inesperadas, parece um velho filme de Quentin Tarantino.

O Defunto é a minha história favorita. Parece ao primeiro uma história romântica, lembro-me das Lendas de Gustavo Adolfo Bécquer, e sim, lembro-me mais quando a história toma um ar de terror, lembro-me de A montanha das almas. Cá temos um autêntico conto de terror, dá arrepios; acho que poderia estar publicado nos livros do editorial Valdemar em Espanha, creio que ainda não foi.



A viagem do elefante, José Saramago, 2008.

Uma história muito engraçada baseada em um feito verdadeiro: o rei de Portugal regalou um elefante para o arquiduque de Austria no século XVI e o elefante viajou desde a Torre de Belém (preto a Lisboa) a Viena; e eu não estrague a história, isto se conta na primeira página. Saramago escreve com muita graça, está a rir dos seus personagens, do viagem, de tudo. E tem muita ironia: o meu passagem favorito é quando um cura de aldeia quer exorcizar ao elefante e diz aos aldeões: Amanha, antes que o sol nasça, quero toda a gente no adro da igreja, eu, vosso pastor, irei na dianteira, e juntos, com a minha palavra e a vossa presença, pelejaremos pela nossa santa religião, lembrai-vos, o povo unido jamais será vencido.

 

Hã um respeito pela religião e pela Igreja Católica muito grande em Eça de Queirós e em Andresen. Lembro-me que em Portugal além do mais da cultura religiosa e do poder da Igreja, havia censura. Isto é diferente com José Saramago, ainda mais quando escreve depois do ano 1974 que já não hã censura em Portugal.


miércoles, 22 de noviembre de 2023

Un apunte sobre el origen de Alien (Ridley Scott, 1979).

Dejo aquí un apunte con algunas ideas poco exploradas acerca de los antecedentes del guión de la película Alien (Ridley Scott, 1979, Alien, el octavo pasajero en España). Sabemos que tiene su origen en el guión de Dan O'Bannon; sí, pero hay algunas cosas antes:


1. La novela de Iván Yefremnov La nebulosa de Andrómeda, 1957. 

Esta novela, fundamental en la ciencia ficción soviética, presenta un mundo futuro, quizé en el cuarto milenio, socialista, que ha conquistado el espacio, donde existe la comunicación con civilizaciones extraterrestres muy distantes, el trabajo es voluntario, no hay pobreza ni miseria ni guerra; tampoco hay mención a un pasado en que existieron estados comunistas, a la URSS o a Karl Marx.

It is in the intelligent space operas of Soviet Russian writer Ivan Yefremov that the ‘official’ Soviet view of alien life is most clearly articulated; that any alien race sufficiently advanced to have mastered interstellar flight must be Communists, for Capitalism (inherently divided amongst itself by competition over the means of production) could never marshal the huge collective effort required for so enormous an achievement. ...

Now that the 20th century is over, and the dreams of that century’s SF writers for the rapid colonisation of space have dissolved into nothing more than a few commercial satellites and a few under-funded robot probes, we may wish to take time to reflect on the likelihood that Yefremov was right all along. It is certainly difficult to say whether a non-Marxist would find Туманность Андромеды (Andromeda Nebula 1957) as beguiling as a reader with Marxist sympathies might, but its compelling portrait of a socialist Earth in the fourth millennium, exploring space and making contact with aliens from the Andromeda galaxy is still inspiring.

[Roberts, A., The History of Science Fiction, 2ª Ed. (Palgrave Histories of Literature, London, 2016), pg. 320]

 

La Nebulosa de Andrómeda [Туманность Андромеды (Tumannost' Andromedy)] (1957, I.A. Yefremov) [Ива́н Анто́нович (Анти́пович) Ефре́мов]

Es una novela de ciencia ficción soviética. Yefremov muestra una sociedad utópica comunista en un futuro distante, probablemente hacia el año 3233-34. En esta sociedad los adultos cambian de actividad laboral cada seis años aproximadamente; puede dedicarse sucesivamente a una actividad minera submarina frente a las costas de Chile, a continuación a la cría de ganado en las praderas de Asia Central, a continuación a la investigación arqueológica en el mar Mediterráneo, a continuación a la actividad forestal en África, a continuación a la exploración espacial, por ejemplo.

En la primera parte de la novela, capítulos 1 y 3, la nave espacial Tantra, bajo el mando de Erg Noor, ha viajado al lejano planeta Zirda en la constelación de Ofiuco para descubrir que se habían destruido a sí mismos con un descuidado manejo de la energía nuclear. Incapaces de reabastecerse de combustible al haber fallado la cita con otra nave, vuelven al sistema solar; en ruta hacia la Tierra atraviesan una zona inexplorada donde son atrapados por la atracción gravitacional de una estrella enana marrón, que ellos llaman estrella de hierro. Agotan su combustible frenando y entrando en órbita alrededor de un planeta. Lo escanean y advierten la presencia de dos naves, una es una nave humana, la «Парус», [‘Parus’, vela en ruso] la segunda es una nave extraterrestre en forma de disco o de espiral. La Parus fue una nave perdida hace mucho tiempo, conocer su destino es importante; aterrizan con la Tantra cerca de ella. Averiguan que la tripulación de la Parus ha desaparecido, pero la nave está intacta y conserva reservas de combustible; los registros de la nave hablan de presencias en el planeta que van matando a los tripulantes. Erg Noor decide trasladar el combustible a la Tantra, para despegar y escapar del tirón gravitacional de la enana marrón.

El planeta tiene un día equivalente a 30 días terrestres, alternando 15 días de luz difusa y rojiza con 15 días de noche impenetrable, además de una gravedad dos veces y media mayor que la terrestre, lo que dificulta moverse. Establecen un corredor iluminado entre ambas naves e inician el traslado de materiales; son atacados por las formas de vida nativas del planeta que son como medusas flotantes y huyen de la luz; el ataque de las medusas resulta mortal. También intentan penetrar en la nave extraterrestre sin éxito, apenas consiguen arrancar un trozo del extraño material metálico de la cubierta.

Finalmente, tras haber cargado combustible, la Tantra escapa del planeta.

De esta novela hubo edición en Italia en 1960 por Giangiacomo Feltrinelli Editore.

En la edición en español en papel que yo poseo, 'La nebulosa de Andrómeda', Iván Efremov, 1973, Moai Ediciones, © De la presente edición y adaptación Constantin Espadas Kolkovsky 2015, ISBN: 978-1540716682, el nombre de la nave humana varada desde décadas en el planeta de la estrella de hierro es Argos y no Parus. ¿?

Esta edición parece reproducir tal cual la de Editorial Planeta de 1975:
Título original: Tumannost Andromedy
Traducción: A. Herraiz
© 1973 by Iván Efremov
© 1975 Editorial Planeta S.A.
ISBN 84-320-1433-8
Edición digital: Umbriel
 
Revisado: la nave atrapada en el planeta en órbita en la estrella de hierro es la Parus [«Парус» = Vela, en ruso] según ru.wikipedia.org, mientras que en la edición en español, Editorial Moai y Editorial Planeta, se llama “Argos”.

 

Portadas de algunas ediciones rusas de la novela Tumannost Andromedy:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2. La película 'Terrore nello Spazio' (Mario Bava, 1965) 

Película de ciencia ficción y terror italo-española, basada en el relato 'Una noche de 21 horas', de Renato Pestriniero. Película de serie B, de pequeño presupuesto y pobres efectos especiales pero bien hecha y muy efectiva.

Dos naves espaciales gemelas en tareas de explotación, Argos y Galliott, son atraídas a un planeta siguiendo un extraño mensaje de radio. Ambas sufren un aterrizaje accidentado y suceden cosas extrañas, mueren algunos tripulantes y sus cadáveres son parasitados por los habitantes invisibles del planeta, también encuentran una antigua nave espacial estrellada que iba pilotada por gigantes humanoides. Para poder salir del planeta necesitan un "rechazador de meteoritos", una máquina portátil que llevan en cada nave, pero de la que sólo queda una funcional. Tienen que ir de una a otra nave para recuperarlo y huir del planeta dejando atrás a sus siniestros habitantes. 

Pero, entre los tres supervivientes que huyen, ¿no habrá alguno parasitado?

 El capitán de la Galliott se llama Nord Eg, ¿una variación de Erg Noor?
La película se estrenó en U.S.A. con el título Planet of the Vampires.

Si ves esta película y ves Alien a continuación, la relación es más que evidente.

3. Dan O'Bannon escribe el guión que dará lugar a Alien.

Rinzler, J.W., The Making of Alien, Titanbooks, 2019, page 22: "Off the couch":

The completed O'Bannon script, Alien, based on a story by O’Bannon and Shusett, was derivative and rife with antecedents. As are many published novels and screenplays. Most writters deny or hide their influences, whereas O’Bannon was comparatively open in revealing his debt to the past and to others (in an interview with one magazine O’Bannon described how author Ray Bradbury refused to talk to him after seeing Dark Star because O’Bannon and Carpenter had “stolen” from the author’s short story Kaleidoscope).

In 1920, T.S. Eliot published The Sacred Word: Essays on Poetry and Criticism, in which he suggested that “to imitate” was in poor taste but “to steal” was laudable. What he meant exactly is open to debate, but one interpretation is that someone who takes and idea and builds on its true foundation, who understands its essence is perhaps “stealing” —making the idea his or her own. Someone who mindlessly “imitates” is to borrow without understanding, or to commit a form of plagiarism. 

And a script is only a very rough draft of a movie. As its director, O’Bannon surely had ideas about how he would translate Alien into a movie, how his design and presentation would make the ideas his own. Nevertheless, his 124-page draft owed something to director Mario Bava’s Planet of the Vampires (1965), in which an expedition is drawn by a beacon to an alien spacecraft, where they find the skeleton of a long-dead pilot. One of the O’Bannon’s crew, named Melkonis, said of himself and his colleagues when awakened from hypersleep: “The vampires rise from their graves.”

His script also had roots in the stories of the Space Beagle, which had inspired It! The Terror from Beyond Space, written by E. van Vogt (sic). In van Vogt’s “Discord in Scarlet,” first published in the 1939 issue of Astounding Science-Fiction, the Beagle’s crew is captured by an alien, which stows them in the ship’s air-conditioning ducts, paralyzes them, and plant eggs in their stomachs. The whole anticipates a scene in O’Bannon’s script where his last survivor, Roby, finds Captain Standard cocooned by the monster—and has to put him out of his misery with a flamethrower. 

I was aware of Planet of the Vampires,” O’Bannon said. “I had seen clips from it and it struck me as evocative. It had the curious mixture that you get in those Italian films of spectacularly good production design with an aggressively low-budget mentality.” Decades later, O’Bannon would admit: “I stole the giant skeleton from Planet of the Vampires,” but would add that he’d been primarily inspired and influenced by Clifford D. Simack’s “Junkyard,” published in a 1953 issue of Galaxy Science Fiction: space explorers alight on a blighted asteroid where they discover a graveyard with a wrecked alien spacecraft; they also come upon a stone tower into which one astronaut lowers himself through a hole at the top. 

I don’t steal from anybody,” O’Bannon said. “I steal from everybody.”

 He also found inspiration in Philip José Farmer’s collection of stories that involve the sexual biology of extraterrestrials, and in numerous comic books from the Weird Science and Weird Fantasies published by EC in the 1950s. He would recall about seed from outer space that fall on the deck of a navy destroyer when an unsuspecting sailor eats one and a tentacled monster hatches out of him. O’Bannon also read with interest an underground comic, “Defiled” (published in Death Rattle #1, 1972), drawn and written by Timothy Boxell, which featured an alien critter penetrating a spaceman and eating its way out.

 “A more revealing title would be The Haunted Spaceship,” O’Bannon said at the time. “It’s a mood piece, a science-fiction terror piece… very Lovecraft-ian.”

 All of these various and myriad influences on O’Bannon hardly mattered in early 1976. After about three months of writing, he and Shusett had only typed-up words on paper. Though they were optimistic and now had a script to shop around to low budget studios, they were still completely broke and those words were unsold. 

We wrote Alien on Ron’s sofa until he and his wife got tired of having me around,” O’Bannon said, “and threw me out.” 

 

Traduzco al vuelo:

# # #

El guión completo de O'Bannon, Alien, basado en una historia de O'Bannon y Shusett, era derivado y lleno de antecedentes. Como muchas novelas y obras publicadas. La mayoría de los escritores niegan u ocultan sus influencias, mientras que O'Bannon en comparación era abierto al revelar su deuda con el pasado y con otros (en una entrevista con una revista O'Bannon describió cómo el autor Ray Bradbury rechazó hablarle después de ver Dark Star porque O'Bannon y Carpenter habían "robado" su historia corta Kaleidoscope).

En 1920, T.S. Eliot publicó The Sacred Word: Essays on Poetry and Criticism, donde sugiere que "imitar" era de mal gusto mientras que "robar" era loable. Lo que pretendía decir está abierto a debate, pero una interpretación es que coge e inventa y construye sobre sus auténticos cimientos, quien entiende su esencia está quizás "robando" -haciendo la idea suya. Alguien que mecánicamente "imita" estás cogiendo prestado sin entender, o cometiendo una forma de plagio.
 
Y un guión es sólo un borrador muy aproximado de una película. Como su director, O’Bannon seguramente tenía ideas de cómo trasladaría Alien en una película, qué diseño y presentación harías de sus propias ideas. No obstante, su borrador de 124 páginas le debía algo a Planet of the Vampires (1965) del director Mario Bava, en la que una expedición es atraída por una señal a una nave espacial alienígena, donde encuentran el esqueleto de un piloto muerto hace mucho tiempo. Uno de los tripulantes de O’Bannon, llamado Melkonis, dice de él mismo y de sus colegas cuando despiertan del hipersueño: "Los vampiros se levantan de sus tumbas".

Su guión también se enraizaba en las historias del Space Beagle, que había inspirado It! The Terror from Beyond Space, escritas por E. van Vogt (sic). En van Vogt’s “Discord in Scarlet,” publicado por primera vez en el número de 1939 de Astounding Science-Fiction, la tripulación del Beagle es capturada por un alienígena, que los almacena en los conductos de aire acondicionado de la nave, paralizándolos, y poniendo huevos es sus estómagos. Todo ello anticipa una escena en el guión de O’Bannon donde el último superviviente, Roby, encuentra al Capitán Standard atrapado por el monstruo dentro de un capullo —y tiene que aliviar su miseria con un lanzallamas.

“Yo era consciente de Planet of the Vampires”, dijo O’Bannon. “Había visto cortes y me afectó su poder evocativo. Tenía esa curiosa mezcla que encuentras en esas películas italianas de diseño de producción espectacularmente bueno con agresiva mentalidad de bajo presupuesto
”. Décadas más tarde, O’Bannon admitiría: Robé el esqueleto gigante de Planet of the Vampires pero añadiría que había sido inspirado e influido primero por “Junkyard”, de Clifford D. Simack, publicado en un número de 1953 de Galaxy Science Fiction: unos exploradores espaciales aterrizan en un asteroide devastado donde descubren un cementerio con una nave espacial alienígena destrozada; también encuentran una torre de piedra en la que un astronauta desciende por un agujero en la parte superior.

“Yo no robé de nadie”, dijo O’Bannon. “Yo robé de todos.”

También encontró inspiración en la colección de historias de Philip José Farmer que implican la biología sexual de extraterrestres, y en numerosos cómics de Weird Science y Weird Fantasies publicados por EC in la década de 1950. Él recuerda uno acerca de semillas del espacio exterior que caen en la cubierta de un destructor de la armada donde un marinero inconsciente se come una y un monstruo con tentáculos sale de él. O’Bannon también leyó con interés un cómic underground, “Defiled” (publicado en Death Rattle #1, 1972), escrito y dibujado por Timothy Boxell, que presentaba una criatura alienígena que penetra en un astronauta y sale devorándolo.

“Un título más revelador hubiera sido The Haunted Spaceship,” dijo O’Bannon por entonces. “Es una pieza de humor, una pieza de terror de ciencia ficción... muy lovecraftiana”.

Todas estas diversas e inumnerables influencias en O’Bannon apenas inportaban a principios de 1976. Después de tres meses escribiendo, él y Shusett sólo habían tecleado palabras en un papel. Aunque ellos eran optimistas y ahora tenían un guión para vender a los estudios de bajo presupuesto, estaban completamente arruinados y esas palabras no se vendieron.

“Escribimos Alien en el sofá de Ron (Shusett) hasta que su esposa se cansó de tenerme por ahí”, dijo O’Bannon, “y me echaron”.

 # # #

 

Dan O'Bannon reconoce que conocía la película. Y acumula otras referencias relevantes, quizá para despistar.

La colección de historias de Philip José Farmer es "Strange Relations" publicada en 1960. En el cuento “My Sister's Brother (1960)” [Hermano de mi Hermana], un astronauta en Marte, Lane, debe rescatar a sus compañeros perdidos. Camina hasta donde se perdieron y se encuentra con una civilización marciana. Un humanoide de apariencia femenina le rescata y le lleva a conocer su civilización subterránea. Por un momento, recuerda al libro de H.G. Wells, The First Men in the Moon (1901). La humanoide, que muestra formas femeninas pero está asexuada, le muestra las diferentes razas de decápodos marcianos que hacen posible su vida subterránea, todos los individuos son hembras y tienen una reina que pone huevos y un macho enjaulado. La humanoide es la última de un grupo de científicas alienígenas que estaban estudiando la vida en Marte. La reproducción de las humanoides implica un complejo sistema con el intercambio oral de un tercer sujeto entre los miembros de una pareja. El tercer sujeto tiene forma de gusano y es uno de los humanoides en una fase temprana de desarrollo; más adelante tiene cabeza humanoide, mide un metro y 20 centímetros y pasa el día enroscado al cuerpo de un adulto y la noche enroscado en un cuenco donde es alimentado con comida predigerida y agua azucarada. El gusano almacena en su interior huevos de las hembras en cuyo apareamiento participa pasando de una a otra por la boca; en la madurez, combina los huevos para dar lugar a nuevas larvas que nacen por su boca.

El cómic de EC mencionado es “Seeds of Jupiter” de Al Feldstein publicado en Weird Science nº 8, julio/agosto de 1951. Una aventura en un comic, a color, de 8 páginas. En la cubierta de un portaaviones norteamericano, una noche se estrella un globo luminoso lleno de lo que parecen semillas de melocotón o nueces. Un marinero ingiere una en broma y desarrolla una terrible enfermedad; su cuerpo se deseca y se pone azul, su estómago se hincha y revienta dejando salir un pequeño pulpo verde que escapa y se arroja al mar. En el mar crece y se convierte en un pulpo enorme que ataca barcos y ciudades, hasta que es derrotado cortando su contacto con el agua lo que le deseca hasta volver a la forma de un hueso de melocotón. Entretanto, el resto de las semillas que cayeron en el barco han ido a parar a la basura y de ahí al río Potomac y al mar…

Otra influencia es la novela “Voyage of the Space Beagle” de A.E. Van Vogt. Un libro compuesto por cuatro historias o novelas cortas, narrando las aventuras del doctor Elliott Grosvenor, un científico nexialista a bordo del Beagle, una enorme nave de exploración del espacio profundo. Cada historia narra el encuentro con un alienígena hostil que es derrotado por las habilidades de los tripulantes. Hay traducción al español: El viaje de la Beagle espacial, Plaza & Janes, 2000. En la primera historia, “Black Destroyer”, se encuentran a Coeurl, un extraterrestre inteligente y perverso, con forma de animal de aspecto felino y con tentáculos en la espalda, que se hace pasar por un animal no inteligente para subir a bordo del Beagle y atacar a los tripulantes; se alimenta del potasio de la sangre, así que chupa sangre como un vampiro. En la tercera historia, “Discord in Scarlet” la nave entra en contacto con Ixtl, extraterrestre de color púrpura, superviviente de una raza antiquísima que es capaz de atravesar paredes de materia sólida y que se reproduce poniendo huevos en el estómago de los tripulantes a los que atrapa y cuelga en los pasillos de ventilación. La primera historia se publicó originalmente en Astounding Science Fiction, julio 1939; la tercera en Astounding Science Fiction, diciembre 1939.